O dinheiro “vivo” vai acabar?

23/12/2020

Anúncios Com a introdução do novo sistema de pagamento Pix, muitos estão decretando a morte do dinheiro em espécie. Mas será que vai acontecer mesmo? Anúncios Em um país com cerca de 60 milhões de pessoas desbancarizadas, para que o…

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Com a introdução do novo sistema de pagamento Pix, muitos estão decretando a morte do dinheiro em espécie. Mas será que vai acontecer mesmo?

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Em um país com cerca de 60 milhões de pessoas desbancarizadas, para que o dinheiro vivo seja substituído levará um bom tempo. Contudo, o Pix com certeza está acelerando a transição para o dinheiro eletrônico.

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Continue lendo para entender melhor esse futuro de uma economia com dinheiro eletrônico!

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O que é o PIX e para que serve?

O novo sistema de pagamentos instantâneo do Banco Central, chamado de Pix, trouxe a possibilidade de fazermos transferências e pagamentos em menos de 10 segundos a qualquer hora e dia.

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De tal maneira, o Pix permite que essas transações sejam feitas de maneira rápida e muito mais econômica.

Portanto, podemos agora utilizar QR Code ou apenas o número de celular de alguém para enviar dinheiro. Assim, você poderá ir à feira da cidade e fazer compras sem precisar do dinheiro em espécie, apenas do seu celular.

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Com isso, o modelo de pagamento tem como conceito a simplicidade de um chat de conversas em redes sociais. De tal maneira, o Pix não é uma sigla, mas remete à conceitos de tecnologia e praticidade.

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O que são as chaves Pix?

As transações pelo Pix acontecem utilizando as chamadas Chaves Pix. Essas chaves são os dados que precisamos inserir no nosso aplicativo para enviar o dinheiro.

Contudo, não precisamos mais saber qual o banco, conta, dígito, CPF e nome completo. Isto é, basta que a pessoa informe o e-mail, telefone, CPF ou uma chave aleatória.

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Portanto, as chaves Pix são a forma que podemos fazer transferências de forma rápida e segura. Nada de precisar de uma lista de informações e ainda correr o risco de enviar para conta errada.

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Quais as vantagens do Pix?

Com o sistema de pagamento instantâneo, Pix, os consumidores agora têm uma nova forma de fazer transações com mais rapidez, segurança e baixo custo.

As chaves Pix permitem que haja mais praticidade, visto que você pode usar a lista de contatos do celular ou QR Code para iniciar pagamentos. Assim como você não precisa mais de cartões, cheques, cédulas ou mesmo as maquininhas. Com seu celular você pode resolver tudo.

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Além do mais, a tecnologia permite a integração com outros serviços através do Open Banking. Assim, será possível integrar suas informações com seu app favorito de controle financeiro.

O sistema também ajuda no problema da desbancarização, que comentamos na introdução. Com a facilidade e baixo custo do Pix, é possível levar os serviços financeiros para populações mais carentes dessa estrutura. Ademais, o Pix impulsiona a competição e surgimento de startups e fintechs, de modo que haja a melhoria na prestação de serviços.

Enfim, os negócios de todo porte terão grandes benefícios a ganhar pelo sistema.

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De fato, o Pix permite a liberação de recursos de forma imediata, o que reduz a necessidade de crédito. A praticidade também melhora as compras ao ter um checkout simples e rápido — o que ajuda a todo mundo, afinal quem gosta de ficar esperando o sistema da maquininha voltar?

É o fim do dinheiro em espécie?

O Pix está mudando a forma que lidamos com dinheiro. De fato, com o anúncio do sistema muitos decretaram o fim do TED e DOC, outros foram além e decretaram a morte dos boletos. Ainda mais, há quem diga que o dinheiro em espécie está ameaçado de extinção também.

A simplicidade e praticidade do Pix com certeza irá acelerar o processo de sairmos de uma economia em que 60% das transações são com dinheiro vivo para o uso eletrônico.

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Acontece que, os baixos custos e redução de riscos colaboram para que afirmações desse tipo ganhem força. De fato, comércios hoje em dia têm grandes despesas com maquininhas e outros serviços de pagamento, em que o Pix consegue ajudar drasticamente.

Contudo, o Pix não foi criado para acabar com os métodos de pagamentos atuais. Dessa forma, o fim do dinheiro em espécie poderá acontecer, mas não em um futuro tão próximo.

Por fim, mesmo que, em 2019, o governo tenha gasto cerca de R$ 90 bilhões com a logística e segurança do dinheiro vivo, ele ainda possui alta demanda entre as populações de baixa renda, que são maioria.

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Podemos ver a dependência da população brasileira do dinheiro físico com o lançamento da nota de R$ 200, lançada para evitar desabastecimento do papel-moeda. Então, o Pix está acelerando a transição para o dinheiro eletrônico, mas ainda estamos longe do fim do dinheiro vivo.

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