Open Banking: negativados terão mais chances de conseguir crédito

Autor: Estação

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Mas, quer entender melhor o que é Open Banking? Vamos lá!

O termo Open Banking significa “sistema bancário aberto” e é um sistema que está sendo implementado e regulado pelo Banco Central.



O Brasil é um dos poucos países que estão em estágio avançado desse novo sistema, o primeiro foi o Reino Unido. Enquanto isso, países como Canadá e EUA ainda estão com a proposta sob análise.

De todo modo, o Open Banking tem por objetivo o compartilhamento de dados, produtos e serviços bancários através de interfaces que seguem uma padronização, também conhecidas como API.

Assim, é possível agregar em um único ambiente todos os produtos e serviços de diferentes empresas. Além de possibilitar a criação de serviços que atendem precisamente suas necessidades.

Claro, há diversas leis e regulamentações nesse sistema para evitar virar baderna. Especialmente com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) que entrou em vigor recentemente, que traz ainda mais critérios que as empresas precisam obedecer quando estão tratando de dados pessoais.

As vantagens do Open Banking são:

  • Mais liberdade e autonomia para os clientes consigam mover seu histórico bancário (que antes era controlado por cada banco) entre uma empresa e outra, assim os clientes “voltam” a ser donos de seus dados;
  • Menor custos com as APIs que permitem uma infraestrutura bancária compartilhada, assim os serviços financeiros ficam mais baratos;
  • Mais competitividade no setor financeiro por diminuir as barreiras de entrada de novas empresas, dando mais opções para os consumidores.

Como funciona Open Banking?

A estrutura bancária agora poderá ser utilizada por outras plataformas para haja a criação de novos produtos. Ou seja, mais inovação e competitividade no setor financeiro do país.

Por exemplo, uma startup de controle financeiro poderá se conectar a sua conta bancária para ter acesso a saldo e histórico, assim oferecendo um serviço mais dinâmico e completo.

Contudo, é importante frisar que não é todas as informações que são compartilhadas na rede. 

Em realidade, apenas uma camada da tecnologia é que faz essa comunicação e os dados serão compartilhados apenas com o consentimento explícito do usuário.

Essa tecnologia de comunicação entre as Instituição Financeiras (as APIs) é uma tecnologia bastante utilizada a muito tempo para integrar diversos serviços nas internet.

Você utiliza o “Fazer Login com Google ou Facebook”? Se sim, isso é praticamente como o Open Banking irá funcionar. Para que os serviços que você se cadastra usando suas redes sociais consiga suas informações ele precisa se comunicar com o Facebook ou Google através de uma interface, a API.

Porém, perceba que o login com sua rede social não dá acesso ao serviço de vasculhar seu perfil, publicar no seu feed, entre outras. Muitas vezes eles só ganham acesso ao seu e-mail, data de aniversário e telefone.

De mesma forma será o Open Banking quando você aceitar que uma instituição use seus dados.

Segurança dos seus Dados

Mas, se você ainda está apreensivo na questão de segurança dos seus dados, saiba que há uma série de leis e regras para que haja o controle e segurança

O Banco Central terá as legislações específicas para o setor bancário tratar da maneira correta as informações das pessoas. Além disso, com a LGPD agora existe a Autoridade Nacional de Proteção de Dados para fiscalizar todas as empresas quanto à segurança de dados pessoais.

Portanto, o Brasil vem acelerando para um ambiente digital mais seguro e que permita a inovação e competitividade.

Quais bancos usam a proposta Open banking?

A plataforma ainda está em implementação, mas praticamente todos os bancos e fintechs estão fazendo seus movimentos.

Ademais, os bancos tradicionais intensificaram seus investimentos nas fintechs que buscam se beneficiar dessa plataforma. Por exemplo, recentemente os gigantes Itaú e Bradesco investiram na empresa Quanto, que é uma plataforma de gestão financeira que tem seu modelo de negócio possível graças ao Open Banking.

Enquanto isso, empresas como a Nubank já demonstram seu interesse em adotar o sistema e vê o open banking como essencial para a criação de novos produtos e serviços.

O que você acha dessa nova plataforma que o Banco Central está implementando?

Como os negativados terão mais chances de conseguir crédito?

O Open Banking é um sistema de compartilhamento de dados entre instituições financeiras, baseada no consentimento dos titulares. Em essência, permitirá que as pessoas tenham maior controle de seus dados.

Com isso, poderão compartilhar seus dados com diferentes instituições financeiras. Dados estes que antes eram exclusivos de um banco, por exemplo, e não poderão ser compartilhados.

Assim, clientes que tentassem crédito em uma financeira independente sofreriam grandes dificuldades para serem aprovados, especialmente se tivesse alguma restrição. Agora, poderão oferecer mais informações sobre sua situação financeira e ter mais chances de conseguir crédito.

Com maior volume de dados atualizados, as empresas conseguem calcular com mais confiança o risco de crédito, o que tende a beneficiar clientes negativados, por exemplo.

Através do compartilhamento de dados, bancos e financeiras serão capazes de avaliar com melhor assertividade a situação financeira dos clientes. Desse modo, mesmo que negativado, o cliente poderá conseguir crédito.

Antes de soluções como Cadastro Positivo e do Open Banking, a análise de crédito se apoiava muito na relação já existente com a instituição e se o cliente tinha restrições no nome. Dessa forma, clientes sem histórico com a empresa e com restrição de crédito simplesmente eram negados.

Por outro lado, com o Open Banking, informações atualizadas e completas poderão ser compartilhadas com os bancos e financeiras, de forma que a aprovação seja facilitada.

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Atenção: Para analisar pedidos de cartões de crédito, as instituições financeiras levam em consideração o perfil financeiro do consumidor. Por isso, é possível que um pedido seja negado em uma instituição financeira e aprovado em outra, já que cada uma usa critérios próprios para avaliação.

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