Elabore o seu orçamento pessoal com esses 5 passos!

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Um orçamento pessoal é o primeiro passo para um bom controle financeiro, essas ferramentas têm uma grande importância na estabilidade das suas finanças. Isso porque, com elas, você poderá administrar a sua renda e gastar o seu dinheiro de maneira equilibrada e planejada.

Por isso, neste post, vamos te ajudar a elaborar o seu orçamento pessoal com apenas 5 passos.

O que é um orçamento pessoal?

Como o nome já diz, o orçamento pessoal é uma ferramenta que tem como objetivo a administração consciente das suas finanças. Assim, em poucas palavras, esse mecanismo serve para que você não gaste mais do que ganha e que, dessa forma, não se endivide.

Além disso, o orçamento pessoal tem como vantagens os seguintes aspectos:

  • Te ajuda a entender a sua situação financeira,
  • Permite que você defina  suas prioridades,
  • Permite que você entenda os seus hábitos de consumo,
  • Evita imprevistos, uma vez que prioriza o planejamento.

Provavelmente, você já percebeu que um orçamento pessoal pode ser muito benéfico para a sua vida financeira e que vale sim a pena elaborar o seu. Abaixo, você vai entender como essa ferramenta funciona, confira:

Como funciona um orçamento pessoal?

Um bom orçamento pessoal é simples e de fácil entendimento. Dessa forma, o ponto principal desse controle é manter as suas informações atualizadas. 

Isso quer dizer, por exemplo, que você deve anotar todos os dados acerca da sua renda e dos seus gastos, por menores que sejam as suas movimentações.

Por causa disso, você deve adotar uma forma de controle das suas finanças com a qual você se sinta confortável, afinal, é essencial que você a consulte com frequência.

Onde elaborar o seu orçamento pessoal?

Confira os melhores meios de começar o seu controle financeiro:

Aplicativo para orçamento pessoal

Você pode optar por aplicativos de gerenciamento financeiro. Alguns dos melhores deles são:

Guia Bolso

O Guia Bolso consegue unificar todos os seus cartões e contas em um só lugar. Este app possui sincronização automática. Assim, você não precisa inserir os gastos e ganhos mensalmente.

No Guia Bolso, seus gastos e ganhos são categorizados por tipos e podem ser visualizados em gráficos dados pela própria plataforma.

O app ainda conta com um planejamento de metas de gastos, que funciona assim: no início do mês, você coloca o quanto pode gastar em cada categoria do orçamento. No decorrer do mês, o app vai te mostrar se você está conseguindo deixar a meta em dia.

A plataforma está disponível para download para Android e iOS.

Minhas Economias

O app Minhas Economias é 100% gratuito e pode ser usado na versão app ou na versão web.

Neste app, você conta com o Gerenciador de Sonhos, que te mostra quanto é necessário economizar para realizar seus objetivos.

A boa notícia é que para gerenciar suas finanças pelo app Minhas Economias, você não precisa estar conectado à internet, pois todos os registros ficam armazenados em seu smartphone.

A plataforma está disponível para download para Android e iOS.

Organizze

O app Organizze pode ser acessado por smartphone ou pelo computador.

Neste app, você pode receber alertas de todas as contas a serem pagas e pode controlar todas as suas contas de um só lugar.

O app é capaz de emitir relatórios com gráficos completos sobre suas finanças. Dessa forma, você consegue acompanhar sua vida financeira mês a mês.

A plataforma está disponível para download para Android e iOS.

Se você, porém, é mais tradicional e não se sente muito confortável com os aplicativos, não se preocupe! Ainda existem diversas opções:

Planilha de orçamento pessoal no Excel

Você pode encontrar diversas planilhas grátis de controle do seu orçamento na internet. Confira:

Além dessas opções, você pode elaborar a sua própria planilha, seja de forma online, ou mesmo no papel.

Pronto! Agora que você já sabe como o orçamento pessoal funciona, é hora de partir para a ação e criar o seu!

Como criar o seu orçamento pessoal em 5 passos?

Aprenda a elaborar o seu planejamento financeiro seguindo os passos abaixo:

  1. Conheça os seus rendimentos

O primeiro passo para elaborar o seu orçamento pessoal é conhecer detalhadamente os seus rendimentos. Por isso, é essencial que você saiba o quanto ganha para que você possa definir o seu poder de compra.

Nessa categoria, você deve incluir o seu salário, rendimento com aluguel ou aplicações financeiras e qualquer outro tipo de recebimento, como as rendas extras.

  1. Entenda o seu contracheque

Muitas pessoas não entendem o contracheque, porque ele indica o salário bruto, e não o que o trabalhador realmente recebe. Assim, é muito importante que você saiba interpretar os descontos (que podem ser adiantamentos, contribuição sindical, convênio médico, imposto de renda, INSS, alimentação, previdência privada e transporte).

Dessa forma, você poderá conhecer o seu salário líquido, que é o que realmente estará em sua conta.

Considere as seguintes questões para entender o seu contracheque:

  • Qual é o seu salário bruto (antes da incidência dos descontos)?
  • Quais os descontos que aparecem no seu contracheque?
  • Que período de pagamento o seu contracheque cobre?
  • Qual o valor atual do seu salário líquido?
  • Quanto você estima receber (em salários) anualmente?
  1. Analise os seus gastos com atenção

Depois de entender com detalhes a sua renda, é hora de conhecer as suas despesas. O primeiro a se fazer é anotar as suas despesas fixas, que são gastos que não variam ou variam muito pouco mensalmente, como aluguel, condomínio, impostos fixos e mensalidades. As despesas fixas podem ser:

  • Plano de TV, internet e celular,
  • Plano de saúde e plano odontológico,
  • Prestações de empréstimos e financiamentos,
  • Seguros (imóvel, veículo, celular, etc.),
  • Serviços por assinatura (Netflix, Spotify, Disney+, etc.),
  • Serviço de limpeza e lavanderia,
  • Impostos fixos (ex.: guia mensal do MEI e IPTU),
  • Mensalidade da faculdade, academia, curso, etc.,
  • Clubes de assinatura (livros, vinhos, roupas, etc.),
  • Assinatura de produtos recorrentes (ex.: ração do cachorro ou gato),
  • Mensalidades de serviços profissionais (professor particular, psicólogo, contador, etc.).

Também é importante que você considere  as despesas variáveis, que são aquelas que variam de acordo com a frequência e intensidade do consumo. Alguns exemplos são:

  •  Alimentação,
  • Transporte público ou combustível do carro,
  • Serviço de babá/diarista,
  • Estacionamento,
  • Farmácia,
  • Cuidados pessoais (produtos de higiene e ligados ao bem-estar),
  • Produtos de limpeza,
  • Utilidades domésticas,
  • Produtos para pet em geral,
  • Passeios e viagens,
  • Idas a restaurantes e bares,
  • Ingressos de cinema, teatro e museu,
  • Livros, assinaturas de jornais e outros periódicos,
  • Instrumentos e ferramentas,
  • Serviços de beleza,
  • Vestuário em geral,
  • Delivery de comida,
  • Serviços pay per view (PPV),
  • Objetos de decoração,
  • Presentes,
  • Serviços de apps como Uber e 99.
  1. Compare os valores orçados e os valores reais

Agora que você já conhece a sua renda e os seus gastos, você pode comparar os valores orçados com a sua realidade. Ao fazer isso, você poderá entender a diferença entre esses aspectos e se adequar à sua realidade financeira, caso seja necessário.

  1. Defina suas metas

E o último passo para elaborar o seu orçamento pessoal é definir metas para a administração do seu dinheiro. Você pode considerar os seguintes aspectos:

  • Corte gastos desnecessários e procure bons investimentos,
  • Monte uma reserva de emergência,
  • Priorize o pagamento das suas dívidas em aberto.

Mas é claro que as suas metas podem variar de acordo com os seus objetivos. Por isso, seja flexível e paciente!

Quais são os principais métodos de controle de orçamento?

Para facilitar o seu orçamento pessoal, você pode recorrer a diferentes métodos. Os principais deles são:

Método 60-10-10-20

Nesse modelo, 60% da sua renda são gastos com despesas básicas, ou seja, com o mínimo que você necessita para sobreviver. Exemplos:

  • Alimentação,
  • Gastos com a moradia,
  • Conta de água.

Dos 40% restantes, 10% devem ser destinados a objetivos de curto e médio prazo (aqueles que serão realizados dentro de, no máximo, 5 anos).

Nesse percentual, você também deve incluir a reserva de emergência.

Os outros 10% devem ser destinados aos objetivos de longo prazo. Esse valor servirá para que você programe sua aposentadoria e metas maiores, como compra de um imóvel.

Já os últimos 20%, podem ser usados livremente, com gastos com supérfluos, lazer e viagens. Enfim, com o que você quiser.

Se você acha 60% pouco para despesas básicas, ou está vivendo acima do seu padrão de vida ou está considerando básico algo que não é.

Método dos 6 potes

Outro método muito eficiente  é o dos seis potes, que funciona da seguinte maneira:

  • 55%: para gastos básicos,
  • 10%: para gastos com lazer,
  • 10%: dinheiro que deve ser usado para o seu futuro. Você deve guardar essa porcentagem em algum investimento confiável, e só tirar quando atingir a independência financeira,
  • 10%: investimentos em educação financeira e crescimento pessoal (livros ou cursos),
  • 10%: para bens que trazem satisfação imediata, como carro novo, televisão ou celular,
  • 5%: presentes e caridade.

Método 50-30-20

O método 50-30-20, divide a renda em 3 grandes grupos, da seguinte maneira:

  • 50% – gastos essenciais: aqueles necessários para a sua manutenção no dia a dia, como alimentação, moradia, transporte, saúde e educação,
  • 30% – qualidade de vida: esses gastos não são essenciais, mas podem tornar a sua vida mais confortável,
  • 20% – prioridades financeiras: se você tem dívidas, a sua prioridade deve ser quitá-las. Se não, poupar para construir sua reserva de emergências. Se você já tem uma reserva financeira, poupe para alcançar outros objetivos.

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