Por que o Itaú está apostando em tokens e em ativos digitais?

Autor: Estação

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O Itaú Unibanco lançou, na última quinta-feira, dia 14 de julho, uma nova unidade de negócios, focada em negociação de tokens, a Itaú Digital Assets. Com essa iniciativa, o banco objetiva inserir produtos similares aos tokens no mercado, os quais…
Itaú investe em tokens e ativos digitais

O Itaú Unibanco lançou, na última quinta-feira, dia 14 de julho, uma nova unidade de negócios, focada em negociação de tokens, a Itaú Digital Assets. Com essa iniciativa, o banco objetiva inserir produtos similares aos tokens no mercado, os quais serão direcionados aos clientes de varejo. 



Essa estratégia é vista como uma tentativa de capitalizar a demanda por ativos digitais e promete movimentar bilhões de reais nos próximos anos.

A proposta da Itaú Digital Assets parece viável em um contexto que promove a venda de ativos financeiros, como recebíveis e debêntures, via token, que é uma representação digital de produtos. 

A nova plataforma do Itaú emitirá e distribuirá a custódia desses itens.

“Cerca de 10% dos ativos de mercado nos próximos anos serão via tokens”,

Vanessa Fernandes, chefe da Itaú Digital Assets

De acordo com Fernandes, esse canal permitirá uma simplificação e, portanto, uma redução de custos nos processos envolvidos nas operações com ativos digitais. Desse modo, as taxas de serviços seriam reduzidas e mais atrativas para os clientes.

Para Raphael Kling, pesquisador em Blockchain, os ativos digitais lançados por bancos apresentam uma oportunidade para o mercado de criptomoedas por conta da sustentabilidade do modelo de financiamento. Assim, essas ações também apontam para um desafio às instituições financeiras que, tradicionalmente, controlavam a oferta de crédito.

“Por exemplo, na medida em que instituições não financeiras possam emitir suas próprias linhas de tokens representando produção agrícola, créditos de carbono ou venda antecipada de transporte futuro, o mercado de finanças deve se diversificar e trazer novas oportunidades para quem se mover primeiro”, explica.

Raphael Kling, pesquisador em Blockchain.

Segundo Brianna Kernan,  LATAM Sales Lead da Chainalysis, essa inovação do Itaú é de grande importância:

“É bem relevante. É a primeira grande instituição financeira tradicional que vejo lançar um produto para ativos digitais – um sinal de confiança institucional em um setor que só vai se fortalecer nos próximos anos. O fato de serem um dos pioneiros deve colocá-los em uma posição estratégica para melhor capturar esse mercado em crescimento. Provavelmente veremos esse setor mais consolidado à medida que outros grandes players chegarem”.

Brianna Kernan,  LATAM Sales Lead da Chainalysis.
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