Banco Central vai liberar chaves do Pix para centenas de bancos e fintechs

Publicidade

Atualizado: 9 setembro de 2021 às 11:03
Publicado: 6 outubro de 2020 às 10:32
Aqui vamos te explicar a novidade no mercado financeiro do momento, o PIX Bancário. Uma inovação que promete mudar novamente o sentindo de pagamentos e transferências que conhecemos.

Vivemos em uma era totalmente tecnológica, onde o todos os âmbitos de nossas vidas são cada vez mais virtuais.


Publicidade

De encontro com essa pegada, vimos com uma velocidade gigantesca a forma com que lidamos com nosso dinheiro mudar, hoje, nossa movimentação bancaria é praticamente totalmente online.

Com isso os bancos virtuais vieram com a proposta de facilitar, de dar comodidade a um serviço que sempre demandou muito tempo e burocracia, sendo assim, se tornaram um mercado promissor e essencial dos tempos modernos.

Todos os serviços que utilizávamos na década passada indo a uma agência ou um autoatendimento como depósitos, saques, transferências, pagamento de boletos agora são feitos na palma da mão, via aplicativos instalados em dispositivos móveis, sendo possível ser controlado em qualquer lugar do mundo e a qualquer hora.

Mas porquê toda essa introdução?

Bom, ela é necessária para que possamos compreender e prosseguir sobre nosso real tema desse artigo.

O que é o PIX Bancário?

PIX Bancário na teoria, é o novo sistema criado e gerenciado pelo Banco Central, um novo meio de pagamento eletrônico.

Sua funcionalidade é substituir o a transferências bancarias, conhecidas como TEDs e DOCs, e também os pagamentos, seja originado por código de barra ou aqueles pagamentos que são feitos com o cartão físico direto no estabelecimento, os pagamentos com cartão por debito.

Essa ferramenta será repassada aos bancos e principalmente as fintechs, com toda a segurança que só o Banco Central pode oferecer.

O PIX chega para ser um serviço oferecido aos seus clientes, através de uma chave que será gerada substituindo dados bancários e pessoais.

Facilitando, não somente a operação em si, mas também dando maior segurança ao excluir a necessidade de demais informações de seus usuários.

Vale destacar também a agilidade que promete, já que hoje, dependo do dia e horário que são feitas determinadas operações, pode levar mais tempo que o esperado para sua conclusão, o PIX terá tempo mínimo de segundos para sua efetivação independente do dia ou horário.

Os valores aqui também são importantes.

Dependente diretamente da Instituição escolhida, a efetuação DOCs ou TEDs entre distintos bancos ornamenta a possibilidade de cobrança, já o PIX não pode ser tarifado, por nenhuma Instituição, porém isso ainda é valido somente para execução em Pessoa Física.

Em cada de Pessoa Jurídica, essa tarifa fica opcional a cada banco, ainda assim com valores em conta, visando sempre, o custo benefícios da operação.

Como funciona o PIX do Banco Central?

De acordo com o Banco Central, para usufruir o PIX, o cliente não precisará de nenhum aplicativo adicional, uma vez que, essa ferramenta será integrada as instituições que utilizará o serviço.

Então a ferramenta ser mais uma opção direta de Internet Banking que estará junto com opções como TED ou DOC para efetuação de transferência bancaria.

A diferença é que não será necessário informações como conta e agencia para sua execução.

No PIX os dados bancários são substituídas diretamente pelo Banco Central por uma chave, chave essa que pode ser definida pelo CNP, CNPJ, e-mail ou telefone celular, e então através disso o usuário poderá criar também seu próprio QR Code e receber dinheiro via PIX por pagamento por aproximação, por exemplo.

Quando começa a funcionar o PIX?

Em muitos bancos e fintechs o pré-cadastramento já está disponível, porém disponível oficialmente e com funcionalidade 100% garantida, o Banco Central tem data para Novembro de 2020.

Como aderir ao PIX?

Para ter acesso ao PIX o cliente deverá entrar em contato com a Instituição financeira que utiliza e deseja agregar o serviço, e então fazer o registro da chave.

Dentro desse registro de chave se utilizará o numero de telefone, e-mail e CPF ou CNPJ que será vinculado aos dados da conta, agencia e a Instituição, eliminando a necessidade do repassamento desses dados.

Existe também a possibilidade para mais privacidade, de cadastrar uma chave aleatória, que é a mesma chave, composta de 32 caracteres, porém gerados aleatoriamente.

Dessa forma o cliente pode utiliza-la quando não quiser passar a chave convencional.

Como usar o PIX para fazer transferência?

PIX é um dos maiores rompimentos das fronteiras tecnológicas, além de ser um avanço imenso da economia.

De fato, o PIX de tão simples fez com que alguns desacreditassem dele, ou melhor, não achassem possível acreditar nele. Mesma coisa? acho que não.

Tudo bem. Mas vamos partir do pressuposto de que o PIX é a “moeda” da vez.

Uma das principais característica do PIX é a possibilidade imediata da inclusão social.

A partir daí, muita coisa mudou, entre elas está um ponto da economia do nosso país que até então era relegado por economistas.

Trata-se de todos terem o mesmo tipo de acesso para fazer seus pagamentos.

Independente da classe social, independente da escolaridade, do emprego, da formação. Todos são iguais, de maneira que todos podem usar essa forma de pagamento.

Segundo o Banco Central, no Brasil, há aproximadamente 50 milhões de pessoas sem conta em banco. 

Por outro lado, ainda que grande parte da população tenha conta em banco, muitas vezes o serviço é apenas para receber salário e sacar no caixa eletrônico.

O PIX mudou essa situação.

Agora, o cidadão tem a conveniência de fazer transações que podem ser  realizadas 24 horas todos os dias do ano, até finais de semana e feriados, com a rapidez – desculpe-me pelo exagero do exemplo –  da velocidade da luz.

Na verdade, as transferências de recursos são realizadas em até 10 segundos, ajudando no fluxo de caixa das empresas, de maneira super simples.

Qual brasileiro não tem em mãos, a todo momento, seu aparelho celular?  É por isso que os pagamentos e/ou recebimentos podem ser feitos pelo aparelho – aplicativos e internet banking.

O PIX alcançou a fórmula milagrosa: abrange todos os tipos de pagamentos e transferências que  cercam pessoas, empresas e até títulos e pagamentos ao Governo.

Em decorrência, essa segurança trouxe à população outro alívio: a eficácia de fazer e receber pagamentos longe e protegida de tentativas de fraudes e golpes.

De acordo com estudo realizado pelo Nubank, foram analisados dados que  mostraram  as vantagens do Pix:

“nos seus dois primeiros meses de operação, período de análise considerado no estudo do Data Nubank, 38% de todas as transferências via Pix foram feitas fora do horário comercial nos dias úteis, a partir das 17h. Considerando todos os dias da semana, inclusive sábados e domingos, esse percentual sobe para 49%.”

Blog Nubank

Toda essa grande movimentação fez que surgisse algumas dúvidas, como, por exemplo, quais são os valores e quantos são os limites das transações do PIX.

Para o PIX dinheiro é dinheiro, muito ou pouco, se é 1 centavo ou 1 milhão, se é todo dia ou uma vez por mês ou por ano, não importa.

Qualquer cidadão pode fazer quantos PIX quiser, no valor que for necessário.

Mas, atenção, a vontade inicial é essa, todavia, o Banco Central tem a expectativa de que o PIX nunca precise de limites diários para serem movimentados/transferidos.

Especialmente, em razão da aceitação. Nos últimos três meses, houve uma aceitação tremenda do PIX, mais ainda pelo público mais jovem.

As formas para fazer o pagamento é muito simples, todas pelo celular.

São elas: pelo QR Code Estático ou QR Code Dinâmico, pelo uso de chave de endereçamento, além de também ter a opção do preenchimento de dados manualmente, por exemplo.

As transações realizadas, por meio da inserção manual dos dados, deve ocorrer com o uso dos dados bancários de quem recebe, como numa TED ou DOC, por exemplo.

Há também as chaves PIX. Essa forma ocorre com o recebimento e transferência de valores sem precisar de todos os dados da conta. Basta escolher uma ou duas, como CPF ou número de telefone, por exemplo.

Pelo QR Code, é preciso digitalizar o código para ser direcionado  aos dados da transação.

Interessante observar que, como ocorre nas transferências tradicionais, tipo via DOC e TED, é necessário compartilhar dados como instituição bancária, fornecendo nome, agência, conta e CPF/CNPJ.

Dessa forma, as transferências são recebidas a partir de um único dado como o número de celular ou CPF/CNPJ ou e-mail, de forma tranquila, rápida, na verdade, instantaneamente, e segura.  

Ressalta-se que, a quem deseja vincular sua conta e começar a fazer e receber transferências, levando em conta o uso de apenas um dado, basta cadastrar as chaves PIX no aplicativo da instituição ou na internet.

Para a realização das transações pelo PIX serem possíveis, é preciso que, tanto quem envia o dinheiro quanto quem recebe tenha uma conta, certo?

Não necessariamente uma conta corrente – pode ser uma conta poupança ou de pagamento pré-pago, em um banco, uma instituição de pagamento ou até mesmo em uma fintech.

Todas as transações poderão ser realizadas entre estabelecimentos, entre pessoas e estabelecimentos e entre pessoas e/ou estabelecimentos, da mesma forma entre entidades governamentais.

E, finalmente, é preciso dizer que, com este novo meio de pagamento, o Banco Central pretende inovar e criar a competitividade no sistema financeiro nacional e, consequentemente, promover a educação financeira.

Isso posto, pode-se acrescentar que até então, nunca houve forma tão ágil para “manusear” valores. E uma coisa é certa: o PIX, se ainda não é, está bem próximo de se tornar um moeda.

O que é Pix Saque?

O Pix Saque é a nova função do sistema de pagamentos instantâneos que permite realizar saques além dos caixas eletrônicos e agências bancárias. Assim, será possível fazer saques em estabelecimentos comerciais credenciados.

Como dito por Ângelo Duarte, essa funcionalidade traz a conveniência se poder sacar nas lojas perto de sua casa, do trabalho, onde você faz suas compras do dia a dia, entre outros.

A forma como o Pix Saque irá funcionar é bem simples. Sabendo que o estabelecimento oferece o serviço, basta fazer um Pix lendo o QR Code ou via chave Pix para o lojista ou prestador do serviço.

Com o pagamento autenticado, você irá receber o valor da transferência em dinheiro.

Dessa forma, é como se você fizesse uma transferência comum para o lojista e ele te devolvesse o valor. A diferença é que o sistema terá instrumentos de autenticação, segurança e recursos de controle maiores.

O que é Pix Troco?

O Pix Troco será um serviço semelhante ao Pix Saque. Sua grande diferença está que os recursos em espécies serão atrelados a alguma compra.

Vamos explicar com um exemplo.

Você foi na padaria perto de casa comprar algumas coisas e o estabelecimento oferece os novos serviços.

Assim, junto da sua compra rotineira no valor de R$ 20 e pede para realizar um saque de R$ 50. Em vez de você fazer 2 pagamentos, um para sua compra e outro pelo Pix Saque, basta utilizar o novo Pix Troco.

Dessa maneira, a transferência (via QR Code ou chave Pix) será no valor total da compra + saque (R$ 70).  Além disso, no seu extrato os dois serão discriminados separadamente, ou seja, você verá o valor correspondente ao saque e da compra separados. 

Quem pode ofertar essas novas modalidades?

Será que todos os estabelecimentos poderão oferecer a funcionalidade? Segundo o BC, há algumas limitações.

Assim, os estabelecimentos que podem ofertar o Pix Saque e Pix Troco são: estabelecimentos comerciais, instituições financeiras com rede de caixas eletrônicos, terminais de autoatendimento e entidades que tenham os ATMs.

Ademais, todos esses agentes possuem liberdade para definir limites inferiores para as transações e se querem oferecer ambos os serviços ou apenas um deles. Também poderão definir o período que vão disponibilizar os serviços e as taxas, que serão múltiplos de R$ 10,00.

Caso o lojista não tenha dinheiro em espécie, bastará informar a indisponibilidade do serviço, uma vez que o comércio não será obrigado a oferecer o serviço.

Segundo o BC, os clientes podem fazer até oito operações gratuitas. Enquanto o comércio que disponibilizar o serviço receberá um valor entre R$ 0,25 e R$ 0,95 por transação, paga pela instituição financeira do cliente.

Quais as vantagens em utilizar essas modalidades?

A grande vantagem das novas funcionalidades é a comodidade para seu dia a dia. Podendo fazer saque em qualquer estabelecimento, reduz a necessidade de andar com dinheiro em espécie no bolso.

Afinal, dinheiro vivo é volumoso, dá mais trabalho de controlar e, se você for roubado, é impossível de recuperar.

Dessa maneira, será possível manter seus recursos de maneira digital e, caso precise do dinheiro em espécie, poderá tê-lo com facilidade e sem tarifas desnecessárias.

Por outro lado, a novidade pode ser extremamente positiva para os comerciantes. Como visto, eles também ganham com as funções, ao receber um pequeno valor por cada transação. Bem como é uma forma de trazer novos clientes e fidelizar aqueles que já são frequentes.

Mais Opções

Afinz: a nova cara da Sorocred

Próximo Cartão

Cartão Bradesco Neo Visa para você ficar livre das parcelas de anuidade

Mais opções para você

Buscando cartão

0