Qual é o seu perfil de crédito?

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Quer saber qual é o seu perfil de crédito? Descubra agora!

Por que é tão difícil falar sobre dinheiro?


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É bem verdade que existem ‘n’ razões para que este assunto seja tabu. Dificílimo falar sobre ele.

Todavia, arrisca-se em dizer que os motivos podem ser a falta de educação financeira, questões emocionais e, infelizmente, um sentimento de inferioridade, ainda que mínimo, mas sentido, especialmente, se o assunto é tratado em grupos familiares ou profissionais. 

Mas, por que isso acontece? O que leva uma pessoa a contrair dívidas? Acredita-se não ser a contingência, tampouco as dificuldades do dia a dia. Deve-se levar em conta que o problema é mais profundo, mais íntimo e merece cuidado, estima e autoconhecimento.

Saber lidar com o dinheiro é um problema que muitas vezes inicia-se cedo, ainda nos primeiros anos de vida profissional, com os primeiros salários, e envolve aspectos como aprendizado e aplicação de conhecimentos práticos de educação financeira. 

Nesse sentido, recomenda-se buscar o conhecimento logo cedo, para assim conhecer o caminho que provavelmente irá contribuir para uma melhor gerência financeira, ou seja, como é a melhor maneira de lidar com o dinheiro. 

Até há algum tempo, guardava-se dinheiro dentro do colchão. Prática engraçada, entretanto, poderia dar certo não fosse a rapidez com que a moeda nacional se desvaloriza. 

A população encontra-se diante de um mundo financeiro inseguro e complexo. Talvez por isso ainda não conseguiu assimilar que a base de uma educação financeira pode sim dificultar ainda mais a situação.

Anteriormente não havia  espaço nem tecnologia para que as pessoas se conscientizassem da situação. Todavia, hoje, embora haja abrangência de informação, as pessoas estão voltadas para si e não querem ou não podem falar sobre o assunto. A busca  por informações certamente é o que vai auxiliar as pessoas  a gerenciar suas finanças. 

Além disso, e não há como deixar de mencionar, o mundo lida com um pandemia e que tal enfermidade afetou a vida das pessoas.

De repente, o mundo tornou-se refém de um surto epidêmico que não se sabe de onde veio, mas que afetou toda a população adulta do planeta.

Em decorrência dessa tragédia,  os hábitos, os costumes e, inevitavelmente, a situação financeira de todos foi atingida de tal forma que um sentimento de impotência se alastrou e aumentou a preocupação com as questões financeiras. E, como o assunto financeiro é um tabu, muitos sentimentos ficaram represados.

Excluindo a pandemia, o drama da saúde se fez com o medo de todos de sair de casa e fazer consultas simples, exames laboratoriais de rotina, o que  ocasionou num problema severo e melindroso: a saúde mental.

O Serasa realizou um levantamento com 2.059 pessoas, entre 11 e 22 de fevereiro deste ano, com a finalidade de identificar os impactos causados pela pandemia na população, como o endividamento diante da alta do desemprego e a retração econômica.

O levantamento de abrangência nacional foi realizado em outubro de 2020 e mostrou o impacto da pandemia no orçamento pessoal. 

Em cada dez entrevistados, três estavam com as contas atrasadas. Por exemplo, no caso de uma despesa imprevista no valor de seu rendimento mensal, 41% responderam que não teriam como pagá-la. 

Uma lástima para 58% dos brasileiros, que dizem que a situação financeira atual impossibilita na produção de trabalhos e deveres que consideram importantes.

Para além do resultado da crise epidêmica, há outro ponto também que por omissão pode agravar a situação do indivíduo.

Trata-se das empresas que não investem na área da educação financeira. Embora presencie o resultado infeliz de muitos de seus colaboradores, continuam com os “olhos fechados”.

A catástrofe cresce como uma bola de neve. Funcionário infeliz, pois, ironicamente, no dia de receber o salário, ao contrário da satisfação, da elaboração de projetos, o que se vê é um funcionários cabisbaixo e preocupado.

E tal postura não muda ao chegar em casa, especialmente, no momento de se discutir sobre orçamento familiar.

Mudar este quadro é possível. É preciso primeiramente, pelo menos para ajudar a si mesmo, querer mudar e começar uma nova etapa de vida tendo como meta sonho e projeto. (o que não é muito diferente um do outro. Mas trata-se de ter o sonho como ideal a ser seguido e querido e o projeto como a base, o meio prático para realizar o sonho).

Conscientizar-se da necessidade de ter uma aprendizagem financeira oferece benefícios, tais como:

. equilíbrio das contas,  

. força para enfrentar imprevistos financeiros, e 

. qualidade de vida. Isso mesmo.

Se o ser humano é movido por seus sonhos, então, ser norteado por eles traz perspectivas, esperança e encorajamento.

A partir daqui  o texto muda de direção. Agora não se trata mais de uma conversa sobre dinheiro ser tabu e, sim, de um exercício, que vai levar ao aprendizado, à educação financeira.

O dinheiro, a moeda, a quantia, a verba, o numerário, o montante, não importa o nome que se dá, o que vale saber é que este instrumento carrega uma série  de significados complexos.

Alguns costumam enaltecer a quem tem fortuna e desacreditar de quem não tem. Grande e verdadeiro paradoxo que não há tempo aqui de se discutir. Mas este é o fato.

Partindo deste ponto, é preciso que o ser humano busque certa força para jogar tal pressuposto por terra. E isso se faz apagando doravante o que muitas vezes até então se acreditou no que seria dinheiro.

Dinheiro não é sucesso ou fracasso, aceitação social e segurança, amor ou liberdade.

Isso quem faz é o próprio ser humano ao acreditar-se nele, em si próprio, na sua força, para assim reunir suas crenças e dizer: sou feliz, tenho sucesso, sou capaz, independente da minha condição financeira.

Jamais o indivíduo pode acreditar que o dinheiro é responsável pela liberdade, respeito, amizades, estima.

Dostoiévisk, o grande escritor russo do século XIX, cujos livros, além de serem verdadeiras obras-primas, há dois que estão na lista dos grandes romances da humanidade, apesar disso, nunca conseguiu lidar bem com o dinheiro. 

A esposa de Dostoiévski, que reconhecia a genialidade do escritor, depois da morte do marido, sozinha saiu em busca de editores, não somente para poder receber alguma soma em dinheiro, mas, ao publicar as obras de Dostoiévski, faria também com que elas fossem eternizadas. 

Outra mulher que também atuou fortemente na vida do marido foi dona Heloísa que, estando seu marido, o escritor Graciliano Ramos, preso arbitrariamente pelo governo de Getúlio Vargas, vendeu todos os móveis da casa, em Maceió, e partiu para o Rio de Janeiro, a fim de conseguir publicar Angústia e ficar ao lado do marido. 

Outro gênio que nunca conseguiu lidar bem com suas finanças foi uma dos maiores pintores impressionistas, Vincent van Gogh, uma das figuras mais influentes da História da Arte ocidental. Conseguiu criar em poucos 37 anos de vida mais de dois mil trabalhos.

É sabido também que Van Gogh mantinha uma correspondência com seu irmão Theo. Ao ser trazida à luz, revelou detalhes da vida do pintor, como o de que foi o apoio financeiro de seu irmão Theo que lhe permitiu dedicar-se exclusivamente à pintura.

É imensa a lista de gênios que tiveram uma relação delicada com o dinheiro.

Não se pode permitir, desta feita, que o dinheiro ocupe tal espaço. Embora se viva em uma sociedade na qual as posses, as garantias e a renda de um indivíduo sejam traduzidas somente pelo dinheiro.

Da mesma forma também não se pode permitir que o indivíduo viva somente na escassez.

É preciso encontrar o meio termo. E o primeiro passo para isso é a educação financeira. Conhecer o valor monetário e, da mesma maneira, se reconhecer como indivíduo.

Da mesma forma não permitir que relações de casamento, família e amigos se mantenham em razão do dinheiro.

Na verdade, não será com o ponto final dado neste texto que o assunto financeiro será retirado da vida de alguém. Pelo contrário, este texto é apenas a ponta, o início da discussão.

O tema é, sem dúvida, prolixo, carregado de significados, sentimentos e história de vida. Naturalmente haverá mais espaço para que o assunto se desdobre, podendo assim derivar em outros pontos de vista.

Fica aqui, por enquanto, o início de uma discussão. Logo abaixo estão 3 listinhas de livros, filme e aplicativos que ajudar-se-ia  a quem precisasse.

Lista dos livros:

1. Pai rico, pai pobre, de  Robert T. Kiyosaki e Sharon Lechter. Trata-se de um livro que amplia a capacidade do indivíduo em perceber a necessidade de pensar o planejamento de finanças pessoais. Com o conceito simples de que com a inteligência financeira muitos problemas comuns da vida cotidiana podem ser resolvidos. Além disso, o texto é interessante por também ajudar a preparar os filhos para o mundo, e dividir esse conhecimento com eles. 

2. Casais inteligentes enriquecem juntos, de Gustavo Cerbasi. Este livro mostra que muitas brigas entre os casais ocorrem em razão da falta do dinheiro para o orçamento doméstico. Para o autor, a raiz do problema está na falta de conversa sobre dinheiro. Em geral, só se fala sobre o assunto quando não há mais jeito. É preciso discutir a questão a dois e, para este caso, este livro é bastante indicado.

3. A cabeça do investidor: conheça suas emoções para investir melhor, de Vera Rita Mello Ferreira. Como este livro foi escrito por uma psicanalista e psicóloga econômica, o direcionamento está em como tomar decisões sobre dinheiro e investi-lo, em especial no mercado financeiro. É sabido que muitas pesquisas realizadas nas áreas de psicologia econômica, economia comportamental, finanças comportamentais e neuro economia, já  identificaram erros sistemáticos, que são cometidos pela população em razão da falta da educação financeira.

4. Do mil ao milhão. Sem cortar o cafezinho, de Thiago Nigro. O livro ensina acerca do três pilares para atingir a independência financeira: gastar bem, investir melhor e ganhar mais. Aqui, o autor mostra que a riqueza é possível para todos e, que, para tanto, basta estar disposto a aprender e se dedicar.

5. O Poder da mente: Em busca da transcendência e da cura emocional, de Sunita Pattani. Este livro resgata uma verdade que os antigos sempre conheceram: há em nós uma parte transcendente, que vai além do tempo e do espaço, e que está interconectada a tudo o que existe. Além de examinar que de fato a mente é um transcendente maior. 

Lista de filmes:

1. O Homem que mudou o Jogo. Brad Pitt gerencia um time de beisebol que sofre com um orçamento apertado para cuidar de sua equipe.  O longa mostra que dedicação e comprometimento são fundamentais para mudar cenários.

2.  O Lobo de Wall Street. Jordan Belfort é um corretor da Bolsa que apresenta um método ousado para fazer fortuna. Não foi como esperado, uma vez que o personagem, interpretado por  Leonard de Caprio, na vida real é preso por fraude e lavagem de dinheiro. Mas fica a lição: como um método financeiro marcou a carreira de um homem.

3. Até que a sorte nos separe. Inspirado no livro já indicado, Casais inteligentes enriquecem juntos, de Gustavo Cerbasi, é uma comédia brasileira que retrata uma família que vive no luxo após o pai ganhar na loteria. O filme oferece lições práticas de como lidar com finanças e controlar gastos.

 4. O inesquecível, À procura da felicidade. Baseado numa história real, o longa ensina sobre persistência e esperança mesmo nos momentos financeiros mais difíceis. Chris Gardner, interpretado por Will Smith, passa por sérios problemas financeiros. Sem emprego, sem esposa e com um filho de 5 anos para criar, essa comovente história mostra o homem que vai em busca de um emprego, passa por inúmeras dificuldades, até que ao conseguir um estágio em uma corretora de ações, sua vida muda completamente.

5. Parasita. Drama sul coreano e vencedor do Oscar de melhor filme em 2020, apresenta as famílias Kim e Park e seus opostos. Sem escrúpulos e para melhorar sua condição social, a família Kim descobre uma maneira de entrar na vida da família Park e, como parasitas, sugar o que pudessem.  Trailer cheio de imagens simbólicas que evidencias as disparidades sociais. 

Aplicativos: 

  • Blu by BS2: desafios para desenvolver competências financeiras está disponível em sistemas Android e iOS. De acordo com os criadores, o aplicativo Blu by BS2 foi desenvolvido para famílias com pré-adolescentes e adolescentes, na faixa entre 12 e 16 anos, mas pode ser usado por jovens de todas as idades.
  • Meu Dinheiro. O app tem uma versão também para uso no computador. Com o aplicativo é possível fazer uma gestão completa das finanças, como administrar os gastos com o cartão de crédito, além de manter o controle do saldo bancário e de custos específicos, como pagamento do aluguel é planejador financeiro, para se conseguir definir objetivos financeiros em médio e em longo prazo. 
  • Guia Bolso. Gratuito e disponível para celulares com Android e iOS, o aplicativo organiza contas em um único local, conectando dados de contas bancárias e cartões de crédito. Além disso classifica as despesas como supermercado, educação e lazer, entre outras, além de oferecer dicas diárias para o usuário usar melhor seu dinheiro.

Descubra seu perfil de crédito

Existem 3 perfis clássicos de crédito.

Vamos ver em qual deles você se encaixa?

Comprometido com as dívidas

Provavelmente, você já conheceu alguém que transformou o cheque especial em um parceiro inseparável, não é?

Espero que esse alguém não seja você!

Podemos dizer que esse é o perfil de crédito mais desorganizado e propenso ao caos financeiro. São aquelas pessoas que contam com dívidas para sobreviver.

Conforme o descontrole das contas, o cheque especial e o crédito consignado passam a integrar o orçamento mensal. Muita gente vai levando as finanças assim aos trancos e barrancos. Pode até ser que essas pessoas consigam administrar as dívidas na medida do possível, mas elas não percebem o quanto deixam de realizar nas suas vidas por pagarem tanto aos bancos.

Geralmente, quem se encaixa nesse perfil, tem dificuldade para crescer profissionalmente, uma vez que o constante aperto nas contas não dá o conforto necessário para suprir posições mais arriscadas.

E isso vale também em relação aos investimentos.

Extremamente racional

Sabe aquela pessoa extremamente racional, que tem a verdadeira aversão por dívidas, compra tudo à vista e mantém uma reserva para evitar a necessidade de recorrer ao crédito? Então, essa pessoa dificilmente vai contrair uma dívida que impõe altos juros, pois ela avalia que não se trata de uma decisão inteligente sob o ponto de vista financeiro.

Quem evita todo tipo de dívidas, consegue fazer o seu dinheiro render muito mais do que aqueles que se encaixam no primeiro perfil. Mas engana-se quem pensa que essa é a postura ideal.

O excesso de racionalidade, que caracteriza a pessoa com esse perfil, faz com que ela sempre deixe para depois seus grandes planos e sonhos em nome de uma tranquilidade no presente.

Desfrutar a vida pode acabar se tornando um objetivo para a aposentadoria e sabe qual é o risco dessa conduta? Não conseguir aproveitar tudo que poderia ao longo da vida.

Os dois perfis apresentados têm seus defeitos. Claro que aqueles que contam com as dívidas para sobreviver correm mais riscos, mas os avessos a todo tipo de dívidas abrem mão de muita coisa em razão disso.

Posso dizer com segurança que o terceiro perfil de crédito é o ponto de equilíbrio entre os dois primeiros.

Sabe aproveitar o parcelamento

Quem sabe usar o crédito para enriquecer, entende a necessidade de poupar para realizar seus sonhos em médios e longos prazos. Essas pessoas investem para desfrutar o lucro da suas aplicações e sabem que o crédito pode ser de grande ajuda.

Pessoas com esse perfil utilizam o crédito para superar imprevistos, expandir seus negócios e sua carreira.

Perceba que o crédito vale a pena quando ajuda a cumprir grandes objetivos e não funciona apenas como extintor de incêndio, como acontece no caso do primeiro perfil.

Quem utiliza o crédito para enriquecer, não abre mão de suas reservas principalmente quando elas estão investidas com menor liquidez e eventualmente utilizam os ganhos dos seus investimentos para bater as dividas de crédito.

Tudo isso dentro de um planejamento que não deixa as contas saírem do controle.

E agora, você já sabe qual dos 3 perfis você se encaixa?

Repare como o equilíbrio é a melhor resposta quando o assunto é utilização do crédito!

O descuido excessivo leva ao endividamento galopante, mas o contraponto disso pode frear bruscamente a busca por grandes realizações.

Com equilíbrio você pode aproveitar oportunidades, sem abrir mão de boas escolhas de investimento que lhe darão segurança tanto para o presente, quanto para o futuro.

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