Juros do rotativo do cartão caem em fevereiro, segundo Banco Central. O que muda no seu bolso?

01/04/2021 às 14:43
Enquanto o rotativo caiu, o cheque especial teve um aumento significativo, saindo de 120,3% para 124,9% ao ano.
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Com as dificuldades das famílias de fechar o mês no positivo em meio às medidas de restrição e deterioração da economia, ainda vemos os juros do rotativo caindo de 329% em janeiro, para 326,7% ao ano, conforme informou o Banco Central.

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Ainda assim, o rotativo é o juros mais alto que existe. Ademais, essa é a taxa média, há bancos que cobram mais ou menos que a taxa informada pelo Banco Central.

Apesar da queda, ainda estamos em patamares mais altos que ano passado. Em fevereiro de 2020 a taxa era de 322,6%, ou seja, estamos em 4,1 pontos percentuais acima.

Além disso, mesmo se compararmos com o juros de 2020, o rotativo é extremamente alto. Para fins de comparação, a taxa básica da economia, Selic, está em 2,75% ao ano — isso por que o Banco Central elevou essa taxa na última reunião do Comitê de Política Monetária.

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Enquanto o rotativo caiu, o cheque especial teve um aumento significativo, saindo de 120,3% para 124,9% ao ano.

Ainda que o cheque especial tenha juros quase a metade do rotativo, é fundamental evitar as duas opções.

O que é o rotativo do cartão?

O rotativo do cartão é um tipo de crédito que o emissor do cartão oferece aos clientes que não conseguem pagar o valor integral da fatura. Assim, se você pagar um valor menor que o total da sua fatura, esse saldo restante entra para a fatura seguinte e é cobrado juros sobre esse valor.

Isso é diferente do parcelamento, que você paga encargos menores sobre uma parcela mensal. Assim, ao parcelar a fatura, você já sabe quanto vai pagar e qual o total de juros a ser cobrados.

Nesse sentido, entrar no rotativo significa que o saldo não pago deverá ser quitado até o vencimento da próxima fatura. Enquanto no parcelamento, você terá mais opções para quitar a dívida.

Quando o crédito rotativo pode ser cobrado?

O crédito rotativo não pode ser cobrado de qualquer forma e para sempre. O banco só pode cobrar o rotativo durante 30 dias, após esse período deve ser ofertado outras opções com menores juros, como o crédito parcelado.

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Essa é uma regra definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Assim, você só pode usar o crédito rotativo uma vez por mês.

Entretanto, é importante sempre evitá-lo, pois mesmo podendo ficar nele por 30 dias, isso já causará uma grande cobrança de juros para você.

É vantajoso utilizar o crédito rotativo?

Ainda que a medida do CMN diminua o risco de você entrar numa bola de neve, o crédito rotativo deve ser evitado a todo custo. Assim, o crédito rotativo não é vantajoso em nenhum momento.

Basicamente, ele deve ser sua última opção. Somente usá-lo quando não houver outra forma de conseguir quitar a fatura.

Assim, caso você veja que a conta não vai fechar no fim do mês, busque outras opções. Por exemplo, o crédito pessoal, empréstimo entre amigos, empréstimo com garantia, entre outros.

Como não entrar no crédito rotativo?

Não entrar no crédito rotativo demanda disciplina financeira. Assim, controle corretamente seus gastos, seja com um aplicativo, planilha ou em um caderno.

Além disso, evite ter muitos cartões, para que assim o limite de crédito esteja dentro do que você pode pagar com sua renda mensal.

Conheça, também, os juros que o emissor do seu cartão cobra. Como dito, cada banco e instituição financeira possuem taxas que podem ser maiores ou menores que a divulgada pelo Banco Central.

Então, evite entrar no crédito rotativo com bons hábitos financeiros, pois mesmo que sair dele seja “rápido e fácil”, uma vez que você só pode ficar 30 dias nele, o custo será alto.

Por isso, tenha um bom planejamento financeiro. Mas imprevistos acontecem, e nesses casos busque avaliar outras opções de crédito, antes de usar o crédito rotativo.

Por exemplo, se você precisa de empréstimo e pode optar pelo crédito consignado, vá nessa opção. Isso porque o consignado é o que tem um dos menores juros, em fevereiro essa modalidade ficou na média de 18,8% ao ano.

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