Dá pra contar com seu banco em momentos de crise?

26/03/2021 às 10:10
Publicidade O Brasil já não estava bem econômica e politicamente, com a pandemia tudo foi por água abaixo. Não temos estrutura hospitalar para lidar com uma epidemia dessa escala. Publicidade O resultado não foi outro: desemprego atingiu os recordes históricos…

Publicidade

O Brasil já não estava bem econômica e politicamente, com a pandemia tudo foi por água abaixo. Não temos estrutura hospitalar para lidar com uma epidemia dessa escala.


Publicidade

O resultado não foi outro: desemprego atingiu os recordes históricos e brasileiros cada vez mais endividados, chegando a atingir 66,5% em janeiro de 2021, uma alta de 1,2% em relação à 2020.

Ainda assim, a inadimplência foi controlada. Em janeiro, o índice caiu pelo quinto mês seguido, atingindo o patamar de 24,8% — nível inferior a fevereiro de 2020, antes da pandemia.


Publicidade

Como o endividamento está crescendo, mas a inadimplência não?

Um dos fatores para isso é o auxílio emergencial, que ajudou a evitar uma escalada da inadimplência. Outro fator que ajuda a controlar a inadimplência foram outras medidas emergenciais e ações dos bancos, como os maiores prazos para quitar empréstimos e períodos de carências prolongadas.

Ainda assim, as famílias ainda precisavam recorrer a empréstimos e ao cartão de crédito. Ademais, o Banco Central e os bancos privados aumentaram massivamente as ofertas de empréstimos durante a pandemia.

As ações dos bancos na pandemia

Bancos tradicionais e digitais ampliaram massivamente suas ofertas de crédito. Ademais, o Banco Central liberou R$ 49 bilhões dos depósitos compulsórios que esses bancos tinham na autarquia para aumentar a oferta de crédito, ainda em março de 2020.

Ou seja, os bancos estão muito bem capitalizados e com os caixas fartos. Por isso, é possível oferecer tanto crédito assim, especialmente quando há uma demanda latente.

Ademais, a taxa básica de juros, a SELIC, também foi reduzida em 2020 em meio ponto. De modo que o crédito ficou mais barato, em teoria.

Digo em teoria, pois uma pesquisa do SEBRAE mostrou que 60% dos pequenos negócios (os maiores empregadores do Brasil) que buscam empréstimo tiveram pedido negado no começo da pandemia. Houveram diversos relatos e notícias durante todo o ano sobre esse “crédito barato” não estar realmente sendo repassado aos clientes.

De todo modo, de lá para cá, diversas linhas de crédito foram abertas. Por exemplo, o Banco Central criou um pacote de R$ 1,216 trilhões para diversos setores.

A reserva que você confiou no banco tem risco de sumir?!

Apesar da crise financeira, as finanças dos bancos seguem muito bem. Afinal, os bancos lucraram R$ 61,6 bilhões em 2020. Isto é, risco zero deles quebrarem e seu dinheiro ter algum risco, apesar desse lucro ter sido 48% menor em relação a 2019.

Enquanto isso, bancos digitais foram beneficiados com a pandemia. Por conta das medidas de distanciamento e restrições no comércio, muitas pessoas migraram para os bancos digitais.

Afinal, apesar do bolsos fundos que os bancos tradicionais possuem, a experiência digital deles ainda não é das melhores. Assim, bancos digitais, como Nubank e Banco Inter, tiveram ótimos resultados.

Por isso, até mesmo essas fintechs possuem um cenário positivo, de modo que seu dinheiro nelas não corre um risco acentuado por conta da crise.

O que os bancos estão fazendo para te ajudar na pandemia?

Sabemos que os bancos estão indo muito bem financeiramente, mas o que eles estão fazendo para te ajudar?

Cada banco atuou de sua forma. Muitos deles doaram para diversos esforços contra a pandemia, como na compra de insumos hospitalares e doações de cestas básicas — ainda que essas doações tenham sido em um valor irrisório perto do lucro que obtiveram.

Em contrapartida, bancos como Santander ampliaram o prazo de pagamento de empréstimo em até 6 anos. Outras medidas adotadas pelo setor bancário foram a redução de juros em certas linhas de crédito e ampliação nos prazos de pagamento e carência.

Bancos digitais, em geral, focaram no aumento do limite do cartão de crédito das pessoas. Isso é importante para que as famílias possam parcelar suas compras e se planejem melhor com a ajuda do cartão.

O setor empresarial também recebeu diversos apoios, com várias linhas de crédito sendo abertas. Por exemplo, o BNDES havia liberado pacote de R$ 55 bilhões para empresas. Mais recentemente, o Banco do Brasil liberou microcrédito orientado de até R$ 21 mil para pequenos negócios.

Em suma, durante essa crise, os bancos buscaram oferecer mais crédito para ajudar as famílias e empresas a manterem as portas abertas e a comida na mesa.

Dentre as medidas estão aumento no prazo de pagamento de empréstimos, redução de juros e aumento nas linhas de crédito disponíveis. Ainda assim, a situação é bastante delicada e sem previsão para voltarmos ao normal no horizonte.

Mais Opções

Cartão DIGI+: um banco para todos

Próximo Cartão

Cartão Alt Bank: Compras com dinheiro de volta?

Mais opções para você

Buscando cartão

0