Pesquisa revela os aplicativos de bancos mais amados e odiados pelos brasileiros

17/05/2021 às 15:01
Atenção: Apenas a loja oficial de aplicativos do seu sistema operacional é segura para baixar o app do seu banco

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A Buzzmonitor realizou uma análise de performance e atendimento de 15 instituições e revelou os apps mais amados e odiados pelos brasileiros.


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A pesquisa tomou como base um ranking elaborado pela Forbes em parceria com a Statista, que entrevistou 43 mil clientes no mundo todo. Além disso, o período de análise foi de 19 de janeiro a 19 de abril de 2021.

Através do levantamento de dados, a Buzzmonitor percebeu que o volume de comentários em um aplicativo está diretamente relacionado com sua nota. Nesse sentido, o banco que mais tem comentários costuma ter as piores avaliações.


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Segundo a pesquisa, o Sicredi é a instituição com a melhor performance no Google Play e ocupa o top 3 dos bancos com menor volume de comentários. Para a Buzzmonitor, isso indica a satisfação dos usuários, uma vez que não precisam relatar problemas técnicos no aplicativo do banco.

Em contrapartida, o Nubank é aplicativo de banco queridinho dos usuários da Apple. A fintech é a mais bem avaliada, com 87 pontos de 100 com cerca de 5 mil avaliações. “Na Apple Store, os usuários são mais exigentes”, destaca a Buzzmonitor.

Por outro lado, o Banrisul e Caixa estão entre os três aplicativos de bancos piores avaliados em ambas as plataformas (Android e iOS). Na Google Play, os bancos ficaram com pontuação de 66 e 67, já na Apple Store as notas foram de 26 e 32, respectivamente.

A pandemia e a ascensão dos bancos digitais

O distanciamento e isolamento social causou um choque em todos os setores. Enquanto muitas empresas precisavam cortar gastos e até fechar as portas, os bancos digitais viram a oportunidade do século.

Com restrições de acesso às agências, além do medo, as pessoas migraram aos montes para os aplicativos de bancos. Ao passo que nesse período foi a primeira vez na história que os bancos digitais tiveram mais downloads do que os apps dos bancos tradicionais.

Para termos uma perspectiva, só o Nubank em 2020 adicionou à sua carteira 30 milhões de clientes. Outro fator importante é que as fintechs permitiram uma massiva inclusão financeira.

O Brasil era um país que, em 2019, tinha 45 milhões de pessoas bancarizadas, isto é, sem acesso aos serviços financeiros. Com um ambiente totalmente favorável às fintechs, que receberam cerca de 1,9 bilhão de dólares ano passado, a pandemia foi o período em que o número de desbancarizados caiu mais de 70%.

Entretanto, a ascensão das fintechs não marca o declínio dos bancos tradicionais. Isso porque os bancões registraram lucros recordes em 2020. Além disso, os principais bancos já estão investindo em fintechs próprias, seja contas digitais, corretoras, carteiras virtuais e outros serviços.

61% dos brasileiros não gostam de pagar altas taxas para DOC e TED

Além da pandemia, os altos custos que os bancos tradicionais impunham em seus clientes já causavam atrito com os consumidores. Em uma pesquisa encomendada pelo Paypal a Opinion Box em 2020 revelou que 61% não gostam de usar o TED e DOC por conta das altas taxas, o que facilitou a adoção das transferências Pix.

Além disso, a pesquisa demonstrou que 77% dos brasileiros procuram por bancos que ofereçam taxas diferenciadas, que é praticamente todo o modelo de negócios dos bancos digitais.

Entretanto, a pesquisa da Opinion Box também evidenciou que 43% dos brasileiros relatam não conseguirem o mesmo limite de crédito que têm atualmente. Isso dificulta uma adoção mais acelerada dos aplicativos de bancos digitais.

O que o brasileiro leva em consideração antes de escolher um aplicativo de um banco?

Em uma pesquisa encomendada pelo Banco PAN ao Instituto CD, para 24% das pessoas das classes C, D e E ter confiança na instituição é o fator mais importante. Esse ponto merece destaque, pois nas edições anteriores do estudo esse critério era selecionado por menos de 1% dos entrevistados, ou seja, vemos uma mudança de comportamento dos consumidores e a forma que se relacionam com seus bancos.

O estudo demonstra que há um aumento na confiança em bancos e transações digitais. Além disso, o uso de aplicativos com mais frequência está se tornando comportamento comum aos brasileiros, com 77% (contra 51% em 2019) dos entrevistados relatando que usam os aplicativos de bancos com frequência para as transferências.

Outros fatores que os brasileiros levam em consideração, segundo o levantamento, são: ser o banco onde o trabalhador recebe o salário (37%), isenção de tarifas (28%) e, em terceiro lugar, ser um banco digital (28%).

Entre a população mais rica os dados são parecidos, com a principal razão sendo o banco onde recebem o pagamento (43%), seguido por confiança na instituição (31%) e, em terceiro lugar, “por ser um banco digital” (29%).

Essa pesquisa do Instituto CD foi realizada com mais de 1500 pessoas. A margem de erro máxima é de 2,1% com intervalo de confiança de 95%.

Como escolher um banco de acordo com meu perfil?

Como visto, os brasileiros levam em consideração um de três fatores principais para escolher seu banco: onde recebem seu pagamento, confiança no banco ou ser digital.

Entretanto, para você escolher um banco, é preciso analisar seu perfil. Assim, pense nos serviços que você usa, nos produtos que você precisa e na experiência que você prefere.

Dito isso, pessoas com poder aquisitivo alto têm a possibilidade de terem atendimento exclusivo em bancos tradicionais. Por exemplo, o relacionamento com o banco Santander quando se é cliente Select é totalmente diferente.

Dessa maneira, avalie: custo-benefício, experiência e produtos.

Como custo-benefício é preciso avaliar se vale a pena pagar a mais para uma cesta de serviços, por exemplo. A maioria dos bancos digitais oferecem serviços financeiros básicos de forma gratuita.

Experiência tem relação com como você prefere ser atendido. Prefere um gerente exclusivo ou resolver tudo do celular com o máximo de praticidade?

Por fim, avalie os produtos oferecidos, desde cartão de crédito, seguros, empréstimos, investimentos e outros. Aliás, não se esqueça de levar em consideração que muitos bancos digitais oferecem conta-corrente com saldo que rende mais do que a poupança diariamente.

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