Cartão de crédito e golpes se reinventam na pandemia

07/06/2021 às 11:41
Os golpes envolvendo compras e saques através de cartões de crédito crescem no Brasil, principalmente durante o período de pandemia.

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Durante a pandemia, os golpes financeiros envolvendo cartão de crédito cresceram cerca de 44%. 


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Não há como negar que exista forte relação entre o crescimento no número de fraudes e a nova dinâmica estabelecida pelo comércio eletrônico. 

Em 2020, o e-commerce cresceu mais de 80% e, o que era para ser um dado positivo, tornou-se um pesadelo para os desavisados que usam cartão de crédito para compras online.


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Com tantos links e páginas circulando na internet, basta um clique errado para um terrível vírus invadir seu aparelho e hackear seus dados. 

Por isso, preparamos esse artigo com tudo que precisa saber sobre o cartão de crédito e os golpes financeiros na pandemia. Confira a seguir!

Cartão de crédito: o que mudou para o brasileiro na pandemia?

A ABECS (Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviço) descobriu que cerca de 30% das compras virtuais são efetuadas utilizando o cartão de crédito. 

Dessa maneira, o brasileiro aumentou o uso do cartão de crédito graças a uma alteração profunda nos hábitos de consumo. Com o distanciamento social, grande parte da população se viu obrigada a consumir de maneira digital, o que fez com que o cartão de crédito ganhasse destaque.

Além disso, com o aumento das dívidas nos bancos, desemprego em alta e a dificuldade para conseguir empréstimos, o cartão de crédito surge como uma alternativa. 

Nesse momento, o cartão de crédito é a solução para muitas famílias que contam com uma renda mínima através de “bicos” e uma pífia ajuda do governo federal.

Mas, nem só de saída emergencial serve o cartão. Geralmente, utilizar o cartão de crédito apresenta algumas facilidades frente a outras formas de pagamento, como o boleto. 

O pagamento no boleto, além de gerar a necessidade de se deslocar até uma casa lotérica para efetuar o pagamento caso seja presencialmente, se for pago virtualmente só será compensado após 3 dias úteis.

Assim, o cartão de crédito pode ser uma alternativa.

As inovações do cartão de crédito na pandemia

Com o crescimento do uso do cartão de crédito na pandemia, as instituições financeiras – bancos e fintechs – têm buscado formas para se diferenciar e oferecer alternativas mais interessantes aos clientes.

Por isso, alguns deles investem em maneiras de atrair novos clientes ou fazer com que o ticket médio dos clientes já fidelizados aumente. 

Só para ilustrar, temos o oferecimento de cartões de crédito sem anuidade, plataformas multifuncionais e interativas, programas de cashbacks e rewards. São tantas comodidades que até pessoas inadimplentes têm conseguido acesso ao cartão de crédito. 

Por exemplo, o Nubank, além de ofertar novas formas para pagar boletos, também oferece alternativas com juros menores  e prazos mais flexíveis para os cartões de crédito. Ainda, há a possibilidade de parcelar a fatura em até 12 vezes, enquanto os juros ficam em 1,9% ao mês. 

Os juros do cartão de crédito estão isentos na pandemia?

Está tramitando na Câmara dos Deputados um projeto de lei que estabelece um teto de juros para o cartão de crédito, como também para o cheque especial. 

O Projeto de Lei 1166/2020 propõe que os juros fiquem limitados a 30% ao ano, ou seja, 2,2% ao mês.

Essa medida, de caráter excepcional, apenas enquanto durar a pandemia do novo coronavírus, visa evitar que mais famílias fiquem endividadas. 

Afinal, o número de famílias endividadas em fevereiro de 2021 alcançou os 66,7%, tendo aumentado mais uma vez após a última análise. 

Todavia, trata-se de um projeto ainda em tramitação, por isso, de nada vale ainda.

Até o momento, os juros do rotativo do cartão de crédito variaram de 326,8% a.a. a 334,9% a.a. No mesmo sentido, a taxa cobrada pelo parcelado também cresceu de 167,1% para 167,6%. 

Golpes financeiros crescem 44% em meio a pandemia

A Federação Brasileira de Bancos – FEBRABAN – aponta que os golpes financeiros aumentaram 44%. 

Esses fraudadores comumente se disfarçam de bancos/instituições financeiras para roubar os dados dos indivíduos. Em seguida, eles passam a movimentar o dinheiro existente na conta da vítima. 

Por isso, algumas pessoas relataram que foram cobradas por dívidas que elas não haviam feito. 

Agora, com a virtualidade cada vez mais imersa em nossas vidas, o mundo do crime também se atualiza e explora novas ferramentas.

Quais os golpes financeiros mais comuns?

Agora, conheça os golpes financeiros comuns praticados na pandemia:

Clonagem do cartão de crédito: esse golpe pode acontecer tanto virtualmente como no mundo físico;

Boleto falso: ocorre quando a vítima paga um boleto legítimo, mas o destinatário é um estelionatário.

Pirâmide financeira: muito comum em 2021 e uma prática ilegal em que são ofertadas propostas de ganhar bastante dinheiro de forma muito imediata.

Phishing: acontece principalmente através de links. No caso do link, os fraudadores podem se disfarçar de uma instituição financeira legítima e enviar e-mail à vítima. Nesse e-mail, provavelmente será disponibilizado um link ao indivíduo e, ao clicar, o sujeito é levado para uma página muito similar à empresa original onde os criminosos roubam os dados das pessoas.

Vishing: o golpe ocorre por telefone. Os fraudadores ligam para a vítima, se disfarçam como a instituição financeira original e, gradualmente, faz com que a pessoa solte informações ao golpista.

Smishing: tipo específico de golpe que ocorre via SMS, similar aos dois últimos que comentei. 

Como se proteger dos golpes financeiros?

Fraudadores costumam ser pessoas especializadas em enxergar uma oportunidade de golpe, uma potencial vítima e fazê-la emitir as informações sem sequer perceber. 

Assim, separamos algumas dicas para te ajudar a evitar os golpes financeiros na pandemia.

Primeiro, instituições financeiras não ligam para os clientes solicitando informações, como o número do cartão de crédito. Também não utilizam “motoboys” para buscar o cartão na casa do cliente;

Se alguém te ligar pedindo informações, desligue e bloqueie o número. Caso tenha dúvidas quanto a veracidade, entre em contato diretamente com seu banco.

Baixe os aplicativos das lojas oficiais, em especial, pela loja do seu smartphone (Play Store ou App Store);

Muito cuidado com os links! Não clique em links nas redes sociais, nem em links recebidos por e-mail. É comum que os fraudadores utilizem promoções extremamente “vantajosas” para fazer as pessoas clicarem no link. E, não se deixe levar pela aparência do site. Cada vez mais esses larápios se especializam em criar páginas e contas fakes extremamente parecidas com a loja original. 

Neste artigo, vimos tudo sobre o cartão de crédito e os golpes financeiros na pandemia. 

Leia com bastante atenção o tópico sobre os golpes financeiros comuns e as dicas de como se proteger dos golpes. 

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