Fintech novata quer ser banco das favelas

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Com mais de 13 milhões de pessoas nas favelas sem o devido acesso a serviços financeiros e que movimentam mais de R$ 120 bilhões por ano, é um cenário que clama por um banco focado nas Comunidades.

Com mais de 13 milhões de pessoas nas favelas sem o devido acesso a serviços financeiros e que movimentam mais de R$ 120 bilhões por ano, é um cenário que clama por um banco focado nas Comunidades.


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E esse é o objetivo da G10 Bank, uma iniciativa do bloco de líderes e empreendedores de impacto social do G10 das Favelas.

O que é a G10 das Favelas?

O G10 das Favelas é um bloco de líderes e empreendedores de impacto social nas favelas. Assim, o grupo une forças para promover o desenvolvimento econômico, social e o protagonismo das Comunidades.

De tal forma o G10 não é uma organização que busca arrecadar doações e patrocínio. O foco é em atrair investimentos para as Comunidades, de modo a gerar retorno ao investidor e desenvolvimento econômico na região.

Nesse sentido, o coordenador nacional do G10 das Favelas, Gilson Rodrigues, está encabeçando o projeto do G10 Bank.

A ideia da fintech é ser a maior rede de apoio aos micro e pequenos negócios existentes nas favelas brasileiras. Afinal, nas Comunidades o crédito formal, oferecido pelos bancos tradicionais, não chegam.

Ademais, essa ideia não vem do mero intuito de ajudar as Comunidades. Em realidade, Gilson e o G10 estarão aproveitando todo o potencial econômico existente ali.

Em uma pesquisa feita pelo Data Favela e instituto Locomotiva, antes da pandemia, estimava que a população de 13,6 milhões que vivem nas comunidades movimentam quase R$ 120 bilhões por ano.

Contudo, por conta dos requisitos dos bancos, os serviços financeiros convencionais não chegam nas favelas. Então, se sem estrutura as Comunidades já movimentam centenas de bilhões de reais, imagine tendo o apoio necessário.

O que a fintech pretende oferecer?

O G10 Bank busca levar inclusão financeira para essas comunidades pobres. Assim, pretende oferecer cartão de crédito, maquininhas, empréstimos e até poupança.

Ao passo que o objetivo é criar um banco digital. Segundo Gilson ao Valor, “haverá contas de fomento ao comerciante local, para que as pessoas consumam na região e gerem novas oportunidades para o empreendedor nas localidades em que a política pública é falha. O banco pode ser a alavanca”.

Nesse sentido, a ideia é que o G10 seja a maior rede de apoio ao micro e pequeno negócio nas favelas. Contudo, o processo levará um tempo.

Primeiro, o banco está aguardando os trâmites para obter a licença do Banco Central (BC) para atuar como Empresa Simples de Crédito (ESC). Com essa licença o G10 poderá oferecer crédito e conta de pagamento.

Assim, o objetivo é estar operacional dentro de 4 a 6 meses. Em seguida o foco será em se tornar uma Sociedade de Crédito Direto (SCD).

Constituindo a SCD, o banco poderá ampliar sua atuação, como na compra de títulos de crédito.

E o projeto já angaria bastante força. Segundo Gilson, ele já possui compromisso de um aporte no valor de R$ 1,8 milhão de empresários e famílias interessadas. Lembrando que a SCD para ser formada necessita de um capital mínimo de R$ 1 milhão, então esse aporte é fundamental para o projeto sair do papel.

Onde iniciará o projeto piloto?

O G10 Bank será lançado primeiramente na comunidade de Paraisópolis, na zona sul da capital paulista. Contudo, o objetivo é consolidar o modelo e logo em seguida já escalar o negócio.

Ademais, o G10 das Favelas é um bloco de lideranças e empreendedores com atuação em 181 territórios. Nesse sentido, o grupo está presente em outros estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Maranhão, Pará, Amazonas, Brasília e Espírito Santo.

Aliás, o plano para o começo do banco está longe de ser modesto. Gilson Rodrigues diz que o G10 Bank irá impactar cerca de 100 mil pessoas e 14 mil comércios. Isso só em Paraisópolis.

Segundo Rodrigues, o que impede os bancos tradicionais de atingir essas comunidades são os requisitos de que os comerciantes tenham escritura e alvará e, para ser MEI, um endereço formal.

“Se não olhar o território de maneira especial, o banco não vai fazer”, complementa Gilson.

Contudo, apesar disso, o G10 Bank estará cumprindo todos os requisitos regulatórios e legais. “Vai ser um banco que entenda a comunidade para estruturar regras de crédito dentro dos limites regulatórios”, esclarece Focaccia, advogado que está assessorando o G10.

Além de adaptar a estrutura para atender essa população, o objetivo do G10 Bank é oferecer custos e juros mais baixos possíveis. Ainda assim, Gilson garante que o banco será rentável para seus investidores, mas não há um custo de juros exorbitantes.

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